minha autobiografia
um resumo de até agora
Em uma viajem a uma ilha, se conheceram meu pai e minha mãe. Que coincidência, eles moravam na mesma cidade, e lá (em São Paulo) fui feita. No processo de minha história me trouxeram para Florianópolis pois, realmente, lá seria um lugar cheio de desvirtudes para se viver. Aqui em Floripa (seu apelido carinhoso) cresci muito feliz, minha infância foi repleta de brincadeiras, ralados, dores nos músculos de tanto correr ,andar de bicicleta e mais tudo que uma criança cheia de energia pode fazer.
Sempre morei com a minha mãe, bom, nem sempre, meus pais se separaram quando eu tinha quatro anos, por essa separação desenvolvi uma dermatite atópica, que é uma doença que aparece quando eu como certos tipos de alimentos ou quando eu fico muito triste ou muito estressada, criando feridas na minha pele e dependendo da situação ficam em carne viva. Meu pai ficou mais presente em 2017 pois até lá ele trabalhava viajando em um cruzeiro, ele sempre trouxe coisas e histórias muito legais para mim.
Quando completei sete anos, vim para o colégio de Aplicação e juro, achei que seria a melhor época da minha vida.
No colégio vi uma diferença principal daquela fase que eu tinha deixado para trás (primeira infância), as pessoas não perdiam uma oportunidade de zoar comigo, zombar da minha cara, tirar sarro; isso foi horrível para a minha auto estima pois sabia que eu não pertencia a aquele lugar. Minha mãe é psicóloga e falava que isso era normal e que ia passar, ela me apoiou em tudo, e me ajudava no meu processo de me entrosar com a turma. Isso não ajudou muito, meus colegas continuavam a me chamar de estranha, feia, irritante e me excluir totalmente das brincadeiras, times e entre outros.
Quando cheguei no quarto ano (série) consegui os meus primeiros amigos, eram os que tinham a mesma realidade que eu. Após esse ano as coisas começaram a ficar melhor para mim, comecei a perceber o que eu fazia que irritava os outros, o como eu poderia ser uma pessoa melhor para eu mesma e comecei a me cuidar melhor no sentido físico e comportamental.
No sétimo ano tive o (como chamamos na atualidade) glow up, que seria a fase que eu iria brilhar... comecei a me sentir melhor e praticar mais coisas que eu gostava, estudei mais, senti como se eu tivesse "subido de nível" na minha vida. Percebi que novas pessoas que eu não conversava estavam realmente interessadas em mim,incluindo alunos que queriam ser meus amigos. Bom a partir daí fui da exclusão social para um ser sempre acompanhado.
Minha familia sempre fala que eu sempre fui a mesma e que só consegui esses novos fatores pois eu sai da minha casca, da minha proteção, acreditei em mim mesma, e é isso que eu tenho a passar, ser você mesmo, e quando for a sua hora de brilhar não esquecer da sua essência.
Hoje sou muito feliz! Tenho problemas como todos mas não deixo isso tomar conta de mim.
Comentários
Postar um comentário